POSICIONAMENTO QUANTO AS ELEIÇÕES SINDICAIS 2018

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Muitos colegas estão nós perguntando qual será a nossa posição em relação à eleição sindical de agora de dezembro, se vamos continuar ou não, sendo vários os pedidos para continuarmos inclusive. Além é claro, de nos informar o que tem sido falado pela possível nova chapa que está se formando. E vou falar como presidente, pois a mim tem sido atribuída algumas questões especificamente. O que foi determinante na minha decisão.

Logo, Mudar é difícil, e não mudar é fatal.

Assim, entendendo que não sou melhor que ninguém e que nada me pertence, a mudança deve acontecer, visando o alcance da maturidade.

Houve erros, sim. Isto significa dizer que houve lutas, ações, buscas, e embates, diferentemente daqueles que em nada erraram, pois em nada se expuseram, isto é, preferiram o seu lugar cômodo de plateia ou pior, aquele detrás das cortinas, nos bastidores, articulando seus próprios interesses, mesmo que em detrimento da maioria. Logo, nada fizeram, se calaram e se omitiram (sem desgastes…). Aliás, fizeram exclusivamente pra si, como sempre.

E há desgaste político sim também, e isso é apenas o efeito. Mas qual é a causa? Exatamente a luta. Assumi o meu lugar e lutei, em alto nível, pelos interesses da categoria. Assumi todo o desgaste, de todo a ordem, visando proteger os direitos e interesses dos Agentes que a mim confiaram a sua representação. E esse era (e é) o meu papel, ou seja, não iria ser pelega, me calar ou me omitir diante de investidas reais, e estas foram de toda ordem: política, estrutural e inclusive interna. Logo o desgaste político existe sim, diferentemente, de um sindicado como o Sindigoiania, por exemplo, em que nenhum desgaste há. E sinceramente, acho que querem tornar o SINATRAN num puxadinho do Sindigoiania…

Com efeito, devem ocorrer novas relações cujo substrato seja uma real reforma, e puxadinho nunca. Tornando assim, os conflitos mais visíveis, a revelar a sua essência de afrontamentos de interesses estruturados por engendrados bloqueios institucionais, dolosamente alimentados, inclusive por alguns dos nossos pares.

Nesse passo, a assunção de cada um no seu “real” papel e missão nos conduzirá ao caminho da verdade – quem é quem -, dos reais objetivos envolvidos e dos seus verdadeiros autores.

Implicitamente, o grande problema seja o precário nível de maturidade coletiva apostado ou, quem sabe, acertadamente calculado por quem está por trás dos “articulados.” E não é difícil imaginar quem sejam. O tempo vai dizer, aliás, o tempo já disse: olhe para os acontecimentos deste ano e do ano passado. Eles não falam, mas gritam a verdade.

Assim, a prepotência a mim intitulada, talvez, seja apenas um reflexo do espelho mágico que tem sido constantemente consultado pelos declarados “articulados”. A essência é maior e dá vida a estrutura, e não o contrário, como se supõe.

E em todo caso, precisavam de um “culpado”, no caso uma culpada, e eu fui a escolhida. Muito interessante, pois isso diz muita coisa pra mim a partir da observância de quem são os meus inquisidores e julgadores, mas especialmente quanto ao objeto da culpa…

Nesse passo, se incomodo tanto estas pessoas e quem está por trás principalmente, isso me mostra que estou no caminho certo; e o objeto da culpa a mim atribuída (‘falta de articulação política pelo desgaste’) me revela que devo continuar. Contudo, com mais afinco, força e determinação, pois o fim, descortinado pelos “articulados” e seus titulares de fato, é bem maior do que conseguia ver. E essa nova visão será trazida à realidade por meio do nosso trabalho que continuará, de uma forma ou de outra, seja enquanto vidraça seja enquanto pedra.

E só tenho a agradecer a cada um que, de uma forma ou de outra, contribuiu ou ainda contribuirá para o bem comum (de todos), bem como dizer muito obrigada pelo voto de confiança depositado pelos colegas à nossa gestão.

Mudar é difícil, e não mudar é fatal. Precisamos avançar.

E que cada um assuma o seu desgaste: seus ônus e bônus.

Eu estou preparada, e quem está comigo também.

Respeitosamente,

Andréa Gonçalves.



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