Placa Fotovoltaica nos Semáforos sem Chances, e o No-break?

 

APAGADO

 Choveu em Goiânia a energia é cortada e os semáforos todos ficam apagados. Caos total!

INTERMITENTE 2

E o pior, mesmo com a energia voltando, muitos semáforos continuam inoperantes, pois ficam intermitentes

(com o amarelo piscando).

INTERMITENTE

E isso acorre uma vez que estes não conseguem se reprogramar sozinhos – são arcaicos e antiquados -, sendo necessária a presença de um dos trabalhadores do departamento da semafórica para resolver, in loco, o problema: um absurdo!

Enquanto isso, o Munícipe (condutores, motociclistas, ciclistas, pedestres, usuários do transporte coletivo) e os Agentes de Trânsito sofrem com essa esdrúxula questão, que nos revela a falta de vontade de se operacionalizar meios mais adequados para um trânsito mais seguro, bem como a falta de um projeto de trânsito que corresponda com as mudanças e as necessidades prementes de uma grande cidade como Goiânia.

Tá bom, a SMT não é tão sensível assim, para instituir a placa fotovoltaica nos semáforos como colocamos e provocamos em um artigo anterior; é pedir demais…

Então, vamos para outra opção, que tal colocar um no-break, pelo menos, nos principais semáforos de Goiânia (cruzamentos)?

No-break é um aparelho que mantém os equipamentos funcionando mesmo sem energia elétrica. Assim, a inclusão desse dispositivo aos semáforos ensejaria em uma maior segurança viária e maior fluidez do trânsito e do transporte coletivo, uma vez que, em casos de queda de energia, esses equipamentos são acionados automaticamente e os sinaleiros continuam então funcionando normalmente por um período de  2 horas a 6 horas, sem interrupção.

Sendo, portanto, um importante sistema para o regular e bom funcionamento da mobilidade urbana. De modo que, com o no-break instalado, raramente será necessário o deslocamento de equipes de Agentes de Trânsito até o local por eventual falta de energia. Inclusive, um dispositivo apenas pode atender até 10 semáforos ao mesmo tempo.

Desta feita, basta pensarmos: para cada cruzamento em que os semáforos param de funcionar é necessário, pelo menos, uma equipe de 5 (cinco) a 6 (seis) agentes de trânsito para realizar o controle do tráfego a fim de se evitar, principalmente, os acidentes de trânsito, bem como garantir a fluidez. E, a depender do tipo de sinalização e fluxo de veículos a necessidade de agentes pode aumentar, até para que haja o revezamento, pois o controle de trânsito com o uso de apito, se prolongado, causa tonturas e desorientação, pelos constantes assopros.

Vale ressaltar que, esta é uma tendência natural das grandes cidades – a utilização de no-breaks nos semáforos -, por exemplo, Curitiba, Foz do Iguaçu, Maringá, Londrina, Apucarana, Paranaguá, Recife, Campinas, Embu das Artes, dentre outras cidades já implantaram esse sistema.

Desta feita, os gastos com sinalização pela SMT, abastados, diga-se de passagem, seriam bem justificados com a implantação de sistemas como estes que resolveria, de fato, um dos grandes problemas de nossa cidade.

 

Mas estamos diante de uma excelente oportunidade para fazer o novo e o diferente.

Chega de mais do mesmo.

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