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Reflexões Sobre Trânsito

 

Prezados amigos, profissionais do trânsito e demais operadores do Direito, envio, em anexo, dois artigos recentes, de minha autoria: “À noite, não pare no semáforo vermelho…”, com dicas de segurança pessoal (sem deixar de lado a segurança do trânsito) e a crônica “O trânsito no divã”. A todos, uma ótima leitura!

Julyver Modesto de Araujo
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Anexos:

 
Mais textos deste autor:
A Esfinge e o Código de Trânsito
Qual é o Seu Nível de Permissividade no Trânsito?
Radar na Via Não Precisa Mais de Aviso. Respeite os Limites
Os Veículos Prestadores de Serviços Públicos e as Infrações de Trânsito
 

 

A Esfinge e o Código de Trânsito

 

Em busca de parcerias que colaborem com a formação e a valorização dos seus filiados, o SINATRAN iniciou contato com a ABPTRAN – Associação Brasileira de Profissionais do Trânsito e através do seu Presidente, o sr. Julyver Modesto de Araujo, será divulgado textos e matérias de interesse da categoria.

Julyver Modesto de Araujo é autor de livros e artigos sobre trânsito, além de prestar diversos serviços nesta área.

 

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Prezados amigos, profissionais do trânsito e demais operadores do Direito, aos que se consideram um “Especialista em trânsito”, no que se refere ao conhecimento da legislação aplicável, vale a pena dedicar um tempo à leitura do texto anexo. Aos demais, fica o desafio para aprofundarem seus estudos na área.

Atenciosamente,

JULYVER MODESTO DE ARAUJO (twitter: @JulyverModesto)
Veja algumas curiosidades sobre as novas regras para o transporte de crianças em automóveis:

 

Anexos: 



Mais textos deste autor:
Reflexões Sobre Trânsito
Qual é o Seu Nível de Permissividade no Trânsito?
Radar na Via Não Precisa Mais de Aviso. Respeite os Limites
Os Veículos Prestadores de Serviços Públicos e as Infrações de Trânsito
 

 

Conflitos na Circulação

 

As pessoas interagem, no cotidiano, em três ambientes principais: a família, o trabalho e o trânsito. Na família, o número de participantes é o mais restrito, em geral quatro, cinco, dez, raramente mais.
No trabalho, varia muito, mas o relacionamento mais estreito dificilmente passa de 20 ou 30. E, quase sempre, as mesmas pessoas. Já no trânsito é diferente.

Nas áreas urbanas e nas estradas e rodovias, o número se conta em milhares e, às vezes, em milhões. Normalmente, pessoas diferentes que nem sempre se encontram mais de uma vez.

Na família e no trabalho, o relacionamento é mais cuidadoso, uma vez que o tempo de contato é o maior e se repete muitas vezes. No primeiro caso há vínculos fortes a unir as pessoas: o amor, a amizade, o interesse, o respeito, embora a intimidade possa às vezes ser desgastante.

No trabalho, os vínculos são a hierarquia, a cooperação para a realização de tarefas, o interesse e a camaradagem, também ocorrendo o risco de desgaste. No trânsito, as pessoas tendem a não admitir qualquer relacionamento, principalmente a cooperação, que não deixa de ser uma espécie de interesse, mesmo que isso as prejudique e às outras pessoas. É a competição ensejada por esta máquina formidável que é o automóvel ( no sentido genérico: carros, caminhões, ônibus, motocicletas, etc.).

Por que as pessoas têm, em geral, esse comportamento? Por que se expõem e colocam em risco, inclusive de vida, a si e a outras pessoas?

Código Internacional Q

 

Código Q é adotado internacionalmente por Forças Armadas e trata-se de uma coleção padronizada de três letras, todas começando com a letra “Q”, inicialmente desenvolvida para comunicação radiotelegráfica comercial, e posteriormente adotada por outros serviços de rádios, especialmente o radioamadorismo. Apesar dos códigos Q terem sido criados quando o rádio usava apenas o código Morse, eles continuaram a ser empregados depois da introdução das transmissões por voz. Para evitar confusão, sinais de chamadas têm sido freqüentemente limitados a restringir sinais começando com “Q” ou tendo uma seqüência de três Q embutidos.

Últimos Desenvolvimentos

O código Q original foi criado aproximadamente em 1909 pelo governo britânico, como uma “lista de abreviações… preparadas para o uso dos navios britânicos e estações costeiras licenciadas pela Agência postal geral”. O código Q facilitou a comunicação entre operadores de rádios marítimos que falam línguas diferentes, por isso sua rápida adoção internacionalmente. Um total de quarenta e cinco códigos Q aparecem na “lista de abreviações para serem usadas na radiocomunicação”, que foi incluída no serviço de regulamentação anexo à Terceira convenção internacional de radiotelegrafia. A convenção aconteceu em Londres e foi assinada em 5 de julho de 1912, tornando-se efetiva em 1 de julho de 1913.

Alfabeto Radiotelefônico

 

Um alfabeto radiotelefônico (por vezes confundido com o alfabeto fonético) é um sistema de identificação das letras do alfabeto por meio de palavras-código, utilizado sobretudo na comunicação falada, especialmente por rádio ou telefone, para soletrar palavras.

No mundo todo, existem inúmeros sistemas para identificar as letras do alfabeto e para unificá-los internacionalmente foi criado um alfabeto-padrão pela Organização de Aviação Civil Internacional e também adotado pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

Construindo a Cidade que Queremos

 
cid34O que não são as cidades senão espaços de convivência humana, locais de troca de experiência, de expectativas e de realização de sonhos e de ideais? O que não são nossas cidades senão espaços que escolhemos para viver, partilhar e construir?

A cidade é a casa coletiva de homens e mulheres, de crianças, jovens, adultos e idosos. Por isso mesmo deve ser democrática, no sentido mais amplo da palavra. Deve permitir o acesso de todos os cidadãos aos bens e serviços públicos e a tudo o que ela dispõe para oferecer à sua gente.

Costumo dizer que o tamanho da democracia de uma cidade pode ser medida pelo tamanho da acessibilidade que ela possui. Cidades acessíveis são aquelas que proporcionam condições de moradia, transporte, educação, saúde, lazer, esporte, trabalho, cultura, mobilidade, segurança a quem quer que seja, independente de a pessoa ter algum comprometimento motor, visual, auditivo, sensorial ou múltiplas deficiências. Ou seja, a acessibilidade universal pressupõe a garantia de acesso de TODOS os cidadãos, sem qualquer distinção, a políticas públicas calcadas nos princípios e garantias fundamentais do ser humano.

O Grande Engarrafamento: profecias, verdades e demônios

 

Em uma crônica intitulada Engarrafamento, escrita no início da década de 80, Luiz Fernando Veríssimo anuncia em tom apocalíptico o grande engarrafamento. O excesso de automóveis nas ruas atingiria tão alto patamar que as pessoas seriam forçadas a abandonarem seus veículos devido a impossibilidade de movê-los. Em seguida, uma população marginal habitaria os automóveis, alugando para outros os espaços ociosos.
Através de sua pena, o escritor gaúcho fez uma alerta à sociedade sobre a voracidade com que os automóveis ocupavam as vias das grandes cidades. Mas muita gente prefere ignorar o aviso. Em Goiânia, por exemplo, existe uma ditadura dos carros nas vias públicas. No trânsito, estes tem prioridade sobre os outros meios de transporte.